
Banhista atacado por tubarão...

Bombeiros apreendendo pranchas...

Surfistas intimidadas pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros...
Enquanto a imprensa faz o maior estardalhaço quando um surfista é atacado por um tubarão nas praias do Recife, chegando a resultar em um novo ciclo de caça às pranchas no litoral do Recife e vizinhanças, a morte de um banhista igualmente atacado por um tubarão não chega a chamar muita atenção, e nenhum ciclo igual de caça aos banhistas é realizado. Por que isso acontece?
As placas informativas em nosso litoral afirmam ser proibida a prática do surfe, como isso fosse a causa dos ataques, enquanto banhistas tomam banho desavisados, correndo grande perigo de receber uma mordida e ser arrastado para o fundo.
Parece que o governo está interessado em retirar da água apenas aquelas que podem ser vítimas sobreviventes dos ataques, que podem chegar e dar entrevista depois na tv, no caso os surfistas. Para os banhistas nenhum aviso, apenas "aconselha-se" não tomar banho de mar nas áreas sujeitas a ataques.
Será que esta posição foi imposta pelos milionários donos de hotéis à beira-mar na orla de Boa Viagem, temerosos em perder o seu público frequentador das praias, que trazem a cada ano milhões de reais aos cofres dos hotéis, e em consequência aos cofres do Governo, em forma de impostos?
Será que uma proibição do banho de mar nas perigosas praias de Recife trariam uma consequência desastrosa para estes verdadeiros tubarões da política?
Ora convenhamos, é mais fácil e rápido tirar aqueles surfistas da água, mandar eles bem pra longe, porque somente eles é que sobrevivem para botar a boca no trombone, os banhistas não, a morte deles podem ser facilmente confundidas com meros afogamentos, seguidos depois por uma mordidinha dos bichos.
Nada demais! apenas mais um caso de afogamento nas praias de Recife, nada que chame a atenção da imprensa para o fato.
A estes senhores um aviso, a sua estratégia está falhando, a morte de um banhista na mesma praia em que um surfista foi atacado há pouco mais de um mês atrás, prova que a tática de pôr panos quentes nas mortes dos banhistas simplesmente não funciona.